De olho na movimentação da Soja, Trigo e Milho.
- 02/10/2024
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por Redação Visão Agro
Fonte: Cepea
Trigo: Avanço da colheita e demanda fraca pressionam cotações
Os preços do trigo estão em queda no mercado doméstico. Segundo pesquisadores do Cepea, à medida que a colheita da nova safra (2024/25) avança no Brasil, um maior número de lotes tem sido ofertado no spot nacional. Do lado da demanda, colaboradores do Cepea indicam que parte dos moinhos reduziu a moagem do cereal, tendo em vista os estoques elevados e também a baixa liquidez no mercado de farinhas de trigo.
Em setembro, a média mensal do trigo negociado no Paraná foi de R$ 1.482,91/tonelada, recuo de 3,6% frente à de agosto/24, mas expressiva alta de 39,1% em relação à de setembro/23, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI). No Rio Grande do Sul, a média foi de R$ 1.365,13/t, queda de 4,5% no comparativo mensal, porém, avanço de 18,6% no anual, conforme levantamentos do Cepea.
Milho: Vendedor se retrai, e preços voltam a subir
O movimento de alta nos preços do milho voltou a ser verificado em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas, o impulso vem sobretudo da retração de vendedores, que estão priorizando os trabalhos de campo e atentos ao clima quente e seco em partes das praças produtoras de safra verão. Ressalta-se que muitos agricultores já finalizaram a colheita da segunda safra 2023/24 neste mês e conseguiram armazenar a produção.
Agora, esses agentes limitam a oferta no spot, à espera de novas valorizações. Demandantes, por sua vez, têm aumentado as intenções de compra, mas se esbarram nos maiores preços pedidos pelos vendedores ativos. De acordo com pesquisadores do Cepea, nesse cenário, o ritmo de negócios está lento no mercado spot nacional.
Soja: Preços retomam alta; média do PR é a maior do ano
Os preços da soja voltaram a subir no mercado doméstico. Segundo pesquisadores do Cepea, além do reaquecimento na demanda, sobretudo por parte das indústrias esmagadoras, a resistência de produtores em negociar grandes volumes, tanto para entrega imediata (referente ao remanescente da safra 2023/24), quanto para contratos a termo (envolvendo a temporada 2024/25), reforçou o movimento de alta.
Na última quinta-feira, 26, o Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná fechou a R$ 138,81/saca de 60 kg, o maior patamar nominal desde 22 de dezembro de 2023. Ainda conforme levantamentos do Cepea, produtores estão atentos às chuvas irregulares no Brasil e a incerteza
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