Soja fecha estável em Chicago, Preço do milho sobe e o trigo e esperando o USDA.
- 12/07/2024
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Por: Carla Mendes ¦ Instagram @jornalistacarlamendes
Por: Guilherme Dorigatti
Mercado nacional já marca perdas de até R$ 9/sc na semana
Os preços da soja trabalharam com estabilidade durante toda o pregão desta quinta-feira (11) na Bolsa de Chicago e fecharam o dia com pequenas altas de 0,75 a 3,75 pontos nos contratos mais negociados. Assim, o agosto conclui o dia com US$ 11,17 e o novembro - referência para a safra americana - com US$ 10,67 por bushel. O mercado, além do fôlego que buscou depois das últimas três sessões de perdas consecutivas e intensas, encontrou suporte também nos ganhos fortes do óleo de soja, milho e trigo na CBOT.
A pressão da nova safra americana, no entanto, continua. A possibilidade de uma produção recorde continua pesando sobre as cotações, combinada com uma demanda lenta pela soja americana e pelas boas condições de clima esperadas para o país nas próximas semanas. No entanto, nesta quinta-feira, algumas expectativas para o boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz no final desta semana apontam para a possibilidade de uma safra ligeiramente menor do que a estimativa de junho.
Os números aguardados pelo mercado variam entre 117,98 e 120,73 milhões de toneladas. Caso a média se confirme em 120,18 milhões, a estimativa do USDA ficaria ligeiramente abaixo dos 121,11 milhões do reporte do mês passado. Na safra 2023/24, os EUA colheram 113,35 milhões de toneladas de soja.
Assim, os estoques finais de soja 2024/25 dos Estados Unidos poderiam ficar entre 9,53 e 13,8 milhões de toneladas, com média de 12,11 milhões de toneladas, média menor o dado anterior, de 12,38 milhões.
Desta maneira, o mercado vai se ajustando antes da chegada dos novos números nesta sexta-feira, 12 de julho, às 13h (horário de Brasília).
Nesta quinta-feira, o mercado sentiu ainda os números fracos das vendas semanais para exportação dos Estados Unidos reportados também pelo USDA, tanto da safra velha, quanto da safra nova.
Na semana encerrada em 4 de julho, as vendas semanais para exportação de soja dos EUA foram de apenas 208 mil toneladas da safra 2023/24, sendo 9% menos do que na semana anterior e 40% na comparação com a média das últimas quatro semanas. O mercado esperava algo entre 200 mil e 600 mil toneladas. A Holanda foi a principal compradora da oleaginosa americana. Em todo ano comercial 2023/24, o total de soja já comprometido pelos EUA chega a 44,996,7 milhões de toneladas, também aquém do mesmo período do ano passado, quando eram mais de 52,5 milhões.
Da safra nova, as vendas de soja dos EUA foram de 191,3 mil toneladas, contra as expectativas de 50 mil a 300 mil toneladas. O México foi o principal destino.
MERCADO BRASILEIRO
Nesta toada, de lado estão também os negócios com a soja no mercado brasileiro. Segundo explicou o analista de mercado e diretor da Pátria Agronegócios, Cristiano Palavro, em entrevista ao Bom Dia Agronegócio desta quinta-feira, os preços perderam muita força nesta semana, tanto nos portos, quanto no interior do país. Algumas regiões chegaram a perder até R$ 9,00 por saca nos últimos dias diante da agressividade das perdas em Chicago - de mais de 3% entre segunda (8) e quarta-feira (10) - além da baixa do dólar, que também buscou um fôlego nesta quinta-feira.
Preço do milho sobe em Chicago nesta 5ªfeira acompanhando o trigo e esperando o USDA
B3 tem leve recuo pesando CBOT e dólar x números da Conab
A quinta-feira (11) chega ao final com os preços futuros do milho contabilizando movimentações levemente negativas na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 55,74 e R$ 65,00.
O vencimento julho/24 foi cotado à R$ 55,74 com baixa de 0,48%, o setembro/24 valeu R$ 57,51 com desvalorização de 0,76%, o novembro/24 foi negociado por R$ 61,25 com perda de 0,34% e o janeiro/25 teve valor de R$ 65,00 com queda de 0,21%.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho contabilizou altas e baixas neste penultimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações somente em Jataí/GO e Rio Verde/GO e percebeu desvalorizações apenas nas praças de Rio do Sul/SC, Sorriso/MT e Itapetininga/SP.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira
De acordo com a análise da Agrinvest, os preços do milho operaram praticamente estáveis na B3 já que, mesmo com um dólar subindo nesta tarde e preços positivos na CBOT, as cotações futuras foram pressionadas pela revisão para cima na produção de milho safrinha pela Conab.
“A segunda safra de milho 2024 do Brasil é agora estimada em 90,007 milhões de toneladas, aumento em relação à estimativa de 99,116 milhões de toneladas de junho. Houve aumento na projeção de área para 16,152 milhões de hectares, contra 16,152 milhões do relatório anterior. Os níveis de produtividade também subiram de 5.455 quilos por hectare para 5.556 kg/ha”, pontua a consultoria.
Mercado Externo
A Bolsa de Chicago (CBOT) finalizou o pregão desta quinta-feira com os preços internacionais do milho futuro registrando movimentações positivas.
O vencimento julho/24 foi cotado à US$ 4,06 com alta de 3,50 pontos, o setembro/24 valeu US$ 4,00 com elevação de 4,50 pontos, o dezembro/24 foi negociado por US$ 4,10 com valorização de 3,50 pontos e o março/25 teve valor de US$ 4,24 com ganho de 3,25 pontos.
Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última quarta-feira (10), de 0,87% para o julho/24, de 1,14% para o setembro/24, de 0,86% para o dezembro/24 e de 0,77% para o março/25.
Segundo informações da Agrinvest, os futuros de milho acompanharam as cotações do trigo em alta nesta quinta-feira, com o mercado reagindo positivamente a expectativa de aumento na importação de trigo pelo Egito.
“Outro fator que trouxe ganhos adicionais foi a revisão para baixo na produção de trigo da França, queda de 15% em relação a safra 23/24”, destacaram os analistas da consultoria
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