Pesquisadores da Unioeste trasformam cabelo humano em fertilizante
- 22/01/2025
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Sirlei Benetti
Foto: Unioeste
por AEN/PR
Em busca de soluções sustentáveis para a agricultura, pesquisadores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) estão desenvolvendo uma técnica inovadora: transformar o cabelo humano em adubo. O projeto vem ganhando destaque por suas possibilidades de promover práticas agrícolas mais ecofriendly e reduzir o desperdício.
Segundo os integrantes da pesquisa, o cabelo humano contém nutrientes essenciais para o crescimento das plantas, como nitrogênio, fósforo e potássio. Esses nutrientes fundamentais costumam estar presentes em fertilizantes comerciais, o que torna o cabelo uma fonte natural e abundante. Além disso, o cabelo humano é um resíduo amplamente disponível, acumulando-se em salões de beleza, clínicas de estética e residências.
O estudo iniciou-se em 2023 e vem sendo conduzido pelo grupo de pesquisa em Química Verde e Sustentabilidade da Unioeste. A equipe, liderada pelo professor doutor Fernando Carvalho, está testando diferentes métodos de decomposição e transformação do cabelo em um adubo eficiente e não prejudicial ao meio ambiente. “O cabelo é um resíduo durável, mas que possui componentes que, com o tratamento adequado, podem se decompor e fornecer nutrientes valiosos para as plantas”, explica Carvalho.
Um dos maiores desafios enfrentados pela pesquisa é a velocidade de decomposição do cabelo. Por ser altamente queratinizado, o cabelo tem resistência natural à degradação. Para contornar esse problema, os cientistas estão aplicando técnicas de hidrólise e compostagem associadas a microrganismos específicos que aceleram o processo.
Os resultados preliminares são promissores. Experimentos realizados em laboratório mostraram que o adubo à base de cabelo apresenta uma liberação gradual de nutrientes, o que pode beneficiar tanto plantas de pequeno quanto de grande porte. Além de ser um produto ecológico, o novo fertilizante pode ajudar a reduzir o impacto ambiental dos resíduos gerados pelos salões de beleza, promovendo uma cadeia de reciclagem inovadora.
A comunidade acadêmica está animada com as implicações que essa pesquisa pode trazer. “Estamos empolgados em contribuir para soluções agrícolas mais sustentáveis e de baixo custo”, comenta a doutoranda Ana Lúcia Silva, membro da equipe. A universidade prevê que, com mais sucesso, essa técnica possa ser aplicada em larga escala, trazendo mudanças significativas para a agricultura.
A iniciativa da Unioeste é um exemplo de como a pesquisa e a inovação continuam a abrir novos caminhos. Ao transformar um resíduo humano tão comum em um recurso valioso, essas descobertas têm o potencial de contribuir para a sustentabilidade agrícola e a conservação ambiental, promovendo uma relação mais harmoniosa entre as necessidades humanas e a natureza.
Postado há FIQUEDEOLHO7.BLOGSPOT.COM
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